As Árvores
As Árvores desempenham um papel absolutamente essencial na manutenção da vida na Terra. Além de serem protagonistas na produção de oxigênio atmosférico — fundamental para a respiração dos organismos aeróbios —, elas exercem múltiplas funções ecológicas e climáticas, como a proteção contra a erosão, o sequestro de carbono, a regulação do ciclo hidrológico, a filtragem de poluentes e a oferta de abrigo e alimento para inúmeras espécies. Trata-se, portanto, de organismos vitais para a saúde dos ecossistemas e para a qualidade de vida humana. biodiversidade.
No documentário abaixo, conheça mais estes vegetais tão importantes para a vida.
As Árvores: documentário
Diversos estudos científicos apontam que florestas maduras e ecologicamente equilibradas tendem a manter um balanço entre a produção e o consumo de oxigênio e dióxido de carbono, uma vez que os processos de fotossíntese e respiração ocorrem de maneira equilibrada nesses ambientes estáveis (Odum & Barrett, 2005).
Nesse contexto, a implantação de novas áreas verdes é especialmente relevante, pois árvores jovens, em crescimento ativo, fixam maior quantidade de carbono e liberam proporcionalmente mais oxigênio durante a fotossíntese (Lal, 2020).

Adicionalmente, as árvores exercem uma função insubstituível na proteção dos solos. Suas raízes, ao se aprofundarem na terra, contribuem significativamente para a absorção das águas pluviais — uma única árvore adulta pode absorver até 250 litros de água por dia —, enquanto simultaneamente consolidam o solo, prevenindo deslizamentos e a perda de nutrientes por lixiviação. A copa das árvores também atua como uma barreira física contra o impacto direto das gotas de chuva, reduzindo a erosividade superficial. Esse conjunto de efeitos confere às árvores um papel decisivo no controle da erosão e na prevenção do assoreamento dos corpos d’água (Pimentel et al., 1995).

Particularmente importante é o papel das matas ciliares — faixas de vegetação natural situadas às margens dos rios e córregos — na conservação dos recursos hídricos. Elas agem como filtros naturais que retêm sedimentos e poluentes, promovem a infiltração da água no solo e alimentam os lençóis freáticos, contribuindo para a sustentabilidade hídrica das regiões (Joly et al., 2014).
Outros benefícios

No ambiente urbano, a presença de árvores também traz benefícios diretos à população. Elas contribuem para a melhoria da qualidade do ar ao capturar partículas poluentes e gases tóxicos, como o dióxido de enxofre e o monóxido de carbono, além de reduzirem a temperatura por meio da evapotranspiração, amenizando o efeito das ilhas de calor. Durante esse processo, as partículas de água liberadas na transpiração aderem a partículas poluentes presentes na atmosfera, facilitando sua remoção por meio das chuvas subsequentes (Nowak et al., 2006).
Desde os primórdios da civilização, a humanidade tem utilizado as árvores para múltiplos fins. Inicialmente, serviram como matéria-prima essencial para a construção de abrigos, ferramentas, armas e, mais tarde, para a obtenção de energia na forma de lenha. Com o avanço das técnicas de beneficiamento, passaram a fornecer produtos diversos como a celulose — base para a fabricação de papel —, a cortiça, resinas, látex (para a produção de borracha), gomas, taninos, além de frutos comestíveis e plantas medicinais de valor inestimável.
Árvore é um vegetal de tronco lenhoso cujos ramos só saem a certa altura do solo. Em termos biológicos é uma planta permanentemente lenhosa de grande porte, com raízes pivotantes, caule lenhoso do tipo tronco, que forma ramos bem acima do nível do solo e que se estendem até o ápice da raiz
Os arbustos, além do menor porte, podem exibir ramos desde junto ao solo. Desta maneira apenas as gimnospermas e angiospermas dicotiledôneas lenhosas são consideradas espécies arbóreas.
No Brasil

O Brasil, país de riquíssima diversidade vegetal, abriga árvores de grande valor simbólico, histórico e científico. Um exemplo notável é o Cajueiro de Pirangi, no Rio Grande do Norte, que ocupa uma área impressionante de aproximadamente 8.500 m², sendo considerado a maior árvore frutífera do mundo em extensão, com cerca de 500 metros de perímetro.

Em termos de recordes naturais, destaca-se ainda a sequoia denominada Hyperion, localizada no Parque Nacional de Redwood, no norte da Califórnia, nos Estados Unidos. Com impressionantes 115,55 metros de altura, ela é, até o momento, a árvore mais alta conhecida (Sillett et al., 2015).
No Brasil, o presidente Jânio Quadros, em 1961, oficializou o pau-brasil (Paubrasilia echinata) como a Árvore Nacional — símbolo da nossa história colonial e da biodiversidade da Mata Atlântica. Na mesma ocasião, foi conferido ao ipê-amarelo (Handroanthus albus, anteriormente Tabebuia vellosoi) o título de Flor Nacional, valorizando a exuberância de nossa flora.
Curiosidades
- Uma sequoia chamada Hyperion, localizada no Parque Nacional de Redwood ao norte de São Francisco, Estados Unidos, é tida como a maior árvore conhecida no momento, com 115,55m.
- Outra curiosidade botânica nacional encontra-se na região da bacia do rio Madeira, onde a espécie Coccoloba gigantifolia, da família Polygonaceae, detém o recorde da maior folha dicotiledônea do mundo, podendo atingir até 2,5 metros de comprimento por 1,4 metro de largura. No entanto, a maior folha conhecida em área pertence à monocotiledônea Alocasia macrorrhiza, que pode apresentar lâminas foliares com mais de 3 metros quadrados.
Em suma, as árvores são pilares de estabilidade ecológica e bem-estar social. A preservação e o manejo sustentável das espécies arbóreas devem, portanto, estar entre as prioridades das políticas públicas ambientais, urbanas e de educação ecológica.
Fontes e referências:
- Joly, C. A., et al. (2014). Biodiversidade e serviços ecossistêmicos na Mata Atlântica. São Paulo: Fundação SOS Mata Atlântica.
- Nowak, D. J., et al. (2006). Air pollution removal by urban trees and shrubs in the United States. Urban Forestry & Urban Greening, 4(3-4), 115-123.
- Sillett, S. C., et al. (2015). How do tree structure and old age affect growth potential of California redwoods? Ecological Monographs, 85(2), 181–212.









