{"id":14831,"date":"2023-08-18T20:04:48","date_gmt":"2023-08-18T23:04:48","guid":{"rendered":"https:\/\/biologo.com.br\/bio\/?p=14831"},"modified":"2023-08-18T20:04:57","modified_gmt":"2023-08-18T23:04:57","slug":"invasao-do-peixe-leao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/biologo.com.br\/bio\/invasao-do-peixe-leao\/","title":{"rendered":"Invas\u00e3o do peixe-le\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><span style=\"font-size: 14pt; color: #000000;\"><span style=\"color: #3366ff;\"><strong>Invas\u00e3o do peixe-le\u00e3o: <\/strong><span style=\"color: #000000;\">peixe-le\u00e3o, predador venenoso e de origem asi\u00e1tica, invade litoral brasileiro<\/span><\/span><\/span>. <span style=\"font-size: 14pt; color: #000000;\"><span style=\"color: #3366ff;\"><span style=\"color: #000000;\">Em apenas tr\u00eas anos, animal ocupou grande parte do litoral norte e avan\u00e7a para o sul, prejudicando a pesca e as esp\u00e9cies raras nativas<\/span><\/span><\/span>.<span style=\"font-size: 14pt; color: #000000;\"><span style=\"color: #3366ff;\"><span style=\"color: #000000;\"> <\/span><\/span><\/span><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><span style=\"font-family: 'courier new', courier, monospace; color: #000000; font-size: 24pt;\"><strong>Invas\u00e3o do peixe-le\u00e3o<\/strong><\/span><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size wp-block-paragraph\"><strong>18\/8\/2023<\/strong> ::\u00a0 por <strong>Gilberto Stam\/<a href=\"https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Revista Pesquisa Fapesp<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-drop-cap wp-block-paragraph\">Da pr\u00f3xima vez que encontrar um peixe-le\u00e3o (<em>Pterois volitans<\/em>) durante o mergulho livre, n\u00e3o se deixe seduzir por sua beleza. Mate-o sem d\u00f3 com um arp\u00e3o, tomando cuidado com os 18 espinhos venenosos em suas nadadeiras \u2013 n\u00e3o s\u00e3o letais, mas podem causar dor intensa. De origem indo-asi\u00e1tica, foi encontrado pela primeira vez na Am\u00e9rica do Norte, no litoral da Fl\u00f3rida, ao sul dos Estados Unidos, em 1985, talvez jogado ao mar por aquaristas. Em algumas d\u00e9cadas espalhou-se por toda a costa leste daquele pa\u00eds e ocupou tamb\u00e9m o golfo do M\u00e9xico e o Caribe, em dire\u00e7\u00e3o ao sul, vencendo as correntes em sentido oposto.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignright size-large is-resized\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/media1.giphy.com\/media\/cAFP6WDoMdoMvG5qU6\/200w.gif?resize=141%2C141&#038;ssl=1\" alt=\"\" style=\"width:141px;height:141px\" width=\"141\" height=\"141\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em algum momento na d\u00e9cada passada, come\u00e7ou a avan\u00e7ar em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 costa sul-americana. Por volta de 2020, atravessou a pluma do rio Amazonas \u2013 regi\u00e3o de \u00e1guas turvas com forte correnteza de mais de 20 metros (m) de profundidade que penetra quase 200 quil\u00f4metros mar adentro \u2013, uma barreira ecol\u00f3gica que mant\u00e9m separadas muitas esp\u00e9cies do Caribe e do Brasil. Em tr\u00eas anos, ocupou trechos do litoral do Amap\u00e1 e do Par\u00e1 e infestou a costa do Piau\u00ed, Cear\u00e1 e Fernando de Noronha, numa extens\u00e3o total de mais de 2.700 quil\u00f4metros, segundo artigo publicado em abril na revista\u00a0<em>Journal of Environmental Management.<\/em><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"has-medium-font-size\"><a href=\"https:\/\/biologo.com.br\/bio\/peixe-leao-nova-ameaca-a-biodiversidade\/\">Peixe-le\u00e3o, nova amea\u00e7a \u00e0 biodiversidade<\/a><\/li>\n\n\n\n<li class=\"has-medium-font-size\"><a href=\"https:\/\/biologo.com.br\/bio\/peixe-transgenico-invade-aguas-da-mata-atlantica\/\">Peixe transg\u00eanico invade \u00e1guas da Mata Atl\u00e2ntica<\/a><\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cAlguns animais j\u00e1 chegaram em Pernambuco, onde a corrente em dire\u00e7\u00e3o ao sul deve levar o peixe para todo o litoral brasileiro em cerca de um ano\u201d, projeta o bi\u00f3logo Marcelo Soares, da Universidade Federal do Cear\u00e1 (UFC), primeiro autor do artigo. Com at\u00e9 47 cent\u00edmetros de comprimento e o corpo listrado de branco, vermelho-alaranjado e marrom, o peixe-le\u00e3o se reproduz rapidamente, lan\u00e7ando na \u00e1gua cerca de 2 milh\u00f5es de ovos por ano. \u201cAl\u00e9m disso, \u00e9 resistente a varia\u00e7\u00f5es de temperatura e salinidade\u201d, ressalta Soares.<\/p>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading has-medium-font-size\"><strong>3 anos da Invas\u00e3o do peixe-le\u00e3o no Brasil<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pouco se sabe sobre seus predadores nas regi\u00f5es invadidas. Al\u00e9m de tubar\u00f5es e garoupas, peixes que pesam at\u00e9 quase meia tonelada e chegam a 3 metros de comprimento, h\u00e1 relatos de ataques por moreias \u2013 peixes de corpo alongado e cil\u00edndrico, com at\u00e9 4 m de comprimento \u2013 e pelo verme bobbits (<em>Eunice aphroditois<\/em>), com at\u00e9 3 m de comprimento e garras poderosas, capazes de cortar ao meio as presas que ataca em emboscadas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O animal deve encontrar poucos obst\u00e1culos para sua multiplica\u00e7\u00e3o no litoral brasileiro, onde as \u00e1guas turvas dificultam a ca\u00e7a e os tubar\u00f5es, predadores de topo, s\u00e3o cada vez mais raros devido \u00e0 pesca intensiva. Ele pouco se mexe durante o dia, e as esp\u00e9cies nativas, que n\u00e3o o reconhecem como predador, esbarram em seus espinhos venenosos e desistem do ataque. Quando isso acontece, ele projeta para fora suas mand\u00edbulas grandes e flex\u00edveis e abocanha praticamente tudo que se mexe na sua frente, desde filhotes de peixes comerciais, como badejos, pargos e garoupas, at\u00e9 peixes quase do seu tamanho.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/media4.giphy.com\/media\/v1.Y2lkPTc5MGI3NjExdmJlaXV1cXoybWs2bmY0eWNzMDdnY3dsZTE2ZHB1M3U2cWwydGRsaiZlcD12MV9naWZzX3NlYXJjaCZjdD1n\/huhaa2cGuiILLT90A4\/source.gif?w=800&#038;ssl=1\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo Soares, os pescadores contam que quando um peixe-le\u00e3o fica preso em armadilhas parecidas com gaiolas, chamadas manzu\u00e1s e rengalhos, todos os outros peixes morrem com o veneno. S\u00e3o t\u00e3o vorazes que poderiam causar a extin\u00e7\u00e3o local de esp\u00e9cies raras, inclusive algumas das 174 esp\u00e9cies \u00fanicas que vivem em recifes no litoral brasileiro. Embora seu ambiente original seja recifes de coral, esse peixe vive em ambientes variados de at\u00e9 300 m de profundidade e j\u00e1 \u00e9 visto nos manguezais, onde podem prejudicar a reprodu\u00e7\u00e3o de peixes importantes para a pesca local.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading has-medium-font-size\"><strong>Imposs\u00edvel de exterminar<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cSer\u00e1 imposs\u00edvel exterminar o peixe-le\u00e3o\u201d, avisa Soares, que monitora a popula\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie e, diariamente, recebe relatos de animais encontrados por pescadores e mergulhadores, o que pode ser feito por meio de um&nbsp;<a href=\"https:\/\/monitoramentos.shinyapps.io\/Peixe-leao\/\">site de monitoramento participativo<\/a>. Segundo ele, quando o peixe aparece na costa j\u00e1 se estabeleceu em \u00e1guas mais profundas, onde a ca\u00e7a \u00e9 praticamente invi\u00e1vel. Conforme diminui o n\u00famero de peixes da faixa mais rasa do litoral, jovens migram do fundo e recomp\u00f5em a popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No Brasil, n\u00e3o h\u00e1 um mapeamento completo do leito oce\u00e2nico, que ajudaria os cientistas a localizar os ambientes favor\u00e1veis para os peixes-le\u00e3o. Tamb\u00e9m seria \u00fatil se os barcos de pesca fizessem um levantamento dos tipos de peixes capturados, ajudando a localizar regi\u00f5es com grande densidade da esp\u00e9cie \u2013 pr\u00e1tica que deixou de ser obrigat\u00f3ria em 2012 devido a uma mudan\u00e7a na legisla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/thumbs.gfycat.com\/BlondFirsthandGermanspitz-size_restricted.gif?w=800&#038;ssl=1\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading has-medium-font-size\"><strong>Devastador dos mares<\/strong><\/h5>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cO artigo mostra que \u00e9 fundamental fazer o manejo do peixe-le\u00e3o para proteger as esp\u00e9cies raras e comerciais, mas o pa\u00eds ainda n\u00e3o desenvolveu programas nacionais com esse objetivo\u201d, assinala Hudson Pinheiro, do Centro de Biologia Marinha (CEBIMar) da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), que n\u00e3o participou do estudo. Pinheiro estudou a popula\u00e7\u00e3o caribenha da praga alguns anos antes da migra\u00e7\u00e3o para o Brasil e verificou que houve uma transforma\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica na regi\u00e3o depois da chegada do animal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo o pesquisador, estudos sugerem a diminui\u00e7\u00e3o nos tamanhos das popula\u00e7\u00f5es de peixes de v\u00e1rias esp\u00e9cies e tamb\u00e9m a altera\u00e7\u00e3o de h\u00e1bitats profundos, que passaram a ter mais algas, em vez de corais e esponjas. \u201cAlgo semelhante pode acontecer no Brasil\u201d, alerta. No Caribe, o n\u00famero maior de tubar\u00f5es favorece o controle da popula\u00e7\u00e3o do peixe-le\u00e3o e as \u00e1guas cristalinas facilitam a ca\u00e7a, que \u00e9 incentivada pelos governos locais.<\/p>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading has-medium-font-size\">Das mais destrutivas entre as invasoras marinhas<\/h5>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Considerada uma das mais destrutivas entre as invasoras marinhas, outra esp\u00e9cie de peixe-le\u00e3o (<em>Pterois miles<\/em>)&nbsp;<a href=\"https:\/\/onlinelibrary.wiley.com\/doi\/10.1111\/jfb.14340\">chegou ao mar Mediterr\u00e2neo em 2012<\/a>&nbsp;e se multiplica rapidamente por l\u00e1. \u201cAs esp\u00e9cies invasoras, seja no mar ou na terra, s\u00e3o a maior causa de perda de biodiversidade, depois da pr\u00f3pria destrui\u00e7\u00e3o do ambiente\u201d, ressalta Soares.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/biologo.com.br\/bio\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/Invasao-do-peixe-leao.jpg?ssl=1\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"450\" data-attachment-id=\"14832\" data-permalink=\"https:\/\/biologo.com.br\/bio\/invasao-do-peixe-leao\/invasao-do-peixe-leao-2\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/biologo.com.br\/bio\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/Invasao-do-peixe-leao.jpg?fit=1201%2C676&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"1201,676\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"Invas\u00e3o do peixe-le\u00e3o\" data-image-description=\"&lt;p&gt;Invas\u00e3o do peixe-le\u00e3o&lt;\/p&gt;\n\" data-image-caption=\"&lt;p&gt;Invas\u00e3o do peixe-le\u00e3o. by jayhem&lt;\/p&gt;\n\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/biologo.com.br\/bio\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/Invasao-do-peixe-leao.jpg?fit=800%2C450&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/biologo.com.br\/bio\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/Invasao-do-peixe-leao.jpg?resize=800%2C450&#038;ssl=1\" alt=\"Invas\u00e3o do peixe-le\u00e3o\" class=\"wp-image-14832\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/biologo.com.br\/bio\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/Invasao-do-peixe-leao.jpg?resize=1024%2C576&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/biologo.com.br\/bio\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/Invasao-do-peixe-leao.jpg?resize=300%2C169&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/biologo.com.br\/bio\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/Invasao-do-peixe-leao.jpg?resize=768%2C432&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/biologo.com.br\/bio\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/Invasao-do-peixe-leao.jpg?w=1201&amp;ssl=1 1201w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Invas\u00e3o do peixe-le\u00e3o. by <a href=\"https:\/\/www.flickr.com\/photos\/54452028@N00\/192796211\">jayhem<\/a><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cFalta regulamenta\u00e7\u00e3o para o manejo do peixe-le\u00e3o\u201d, reconhece o bi\u00f3logo L\u00edvio Moreira de Gurj\u00e3o, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renov\u00e1veis (Ibama) e um dos autores do artigo. Segundo Soares, o improviso e a falta de preparo permitem que a esp\u00e9cie invasora se multiplique, aumentando o custo do controle.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Praga de luxo<\/strong><br>\u201c\u00c9 preciso desenvolver programas educativos n\u00e3o s\u00f3 para conscientizar as pessoas sobre os efeitos nocivos do peixe-le\u00e3o, mas tamb\u00e9m para ensin\u00e1-las a mat\u00e1-lo de forma segura, o que pode ser feito com um arp\u00e3o simples\u201d, ressalta Pinheiro. Para evitar o contato com os espinhos venenosos, uma das solu\u00e7\u00f5es \u00e9 guardar o peixe dentro de um tubo largo de pl\u00e1stico. Para com\u00ea-lo, basta remover os espinhos com luvas protetoras e uma tesoura apropriada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201c\u00c9 muito gostoso\u201d, conta Pinheiro, que participou de campeonatos para estimular a ca\u00e7a no Caribe, onde o consumo da carne \u00e9 comum nos restaurantes da regi\u00e3o, inclusive como sashimi.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/biologo.com.br\/bio\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Peixe-leao.jpg?ssl=1\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"631\" height=\"351\" data-attachment-id=\"9636\" data-permalink=\"https:\/\/biologo.com.br\/bio\/peixe-leao-nova-ameaca-a-biodiversidade\/peixe-leao\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/biologo.com.br\/bio\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Peixe-leao.jpg?fit=631%2C351&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"631,351\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"Peixe-leao\" data-image-description=\"&lt;p&gt;Os peixes-le\u00f5es s\u00e3o predadores vorazes. Quando est\u00e3o a ca\u00e7ar encurralam as presas com seus espinhos e,[2] num movimento r\u00e1pido, engolem-nas. Eles s\u00e3o conhecidos pelos seus enormes espinhos dorsais e pela colora\u00e7\u00e3o listrada, de cores vermelha, marrom, laranja, amarela, preta ou branca.&lt;\/p&gt;\n\" data-image-caption=\"&lt;p&gt;Os peixes-le\u00f5es s\u00e3o predadores vorazes. &lt;\/p&gt;\n\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/biologo.com.br\/bio\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Peixe-leao.jpg?fit=631%2C351&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/biologo.com.br\/bio\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Peixe-leao.jpg?resize=631%2C351&#038;ssl=1\" alt=\"Peixe-le\u00e3o\" class=\"wp-image-9636\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/biologo.com.br\/bio\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Peixe-leao.jpg?w=631&amp;ssl=1 631w, https:\/\/i0.wp.com\/biologo.com.br\/bio\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Peixe-leao.jpg?resize=300%2C167&amp;ssl=1 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 631px) 100vw, 631px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Os peixes-le\u00f5es s\u00e3o predadores vorazes. <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No entanto, Soares alerta que o com\u00e9rcio pode estimular a cria\u00e7\u00e3o descontrolada do bicho e sua fuga para a natureza. Al\u00e9m disso, segundo ele, estudos indicam que o peixe-le\u00e3o pode estar contaminado com metais pesados no Brasil, exceto em locais protegidos, como Fernando de Noronha, onde a pesca \u00e9 estimulada e ajuda a controlar a popula\u00e7\u00e3o. No Nordeste, objetos como carros, geladeiras, pneus ou ton\u00e9is de \u00f3leo s\u00e3o jogados ao mar e neles formam recifes artificiais, que atraem os peixes, e, com frequ\u00eancia, carregam subst\u00e2ncias t\u00f3xicas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Caso o consumo n\u00e3o seja vi\u00e1vel, uma alternativa \u00e9 usar a esp\u00e9cie no artesanato e a pele do peixe para produzir assess\u00f3rios, como carteiras que s\u00e3o vendidas nos Estados Unidos por mais de R$ 2 mil. Mas a exporta\u00e7\u00e3o desse material tamb\u00e9m precisaria ser regulamentada e controlada pelo Ibama.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size wp-block-paragraph\"><strong>Artigo cient\u00edfico<\/strong><br>SOARES, M. O.\u00a0<em>et al<\/em>.\u00a0<a href=\"https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/abs\/pii\/S0301479723007429\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lessons from the invasion front: Integration of research and management of the lionfish invasion in Brazil<\/a>.\u00a0<strong>Journal of Environmental Management<\/strong>. v. 340, n.117954. ago. 2023.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size wp-block-paragraph\">fonte: <a href=\"https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/peixe-leao-predador-venenoso-e-de-origem-asiatica-invade-litoral-brasileiro\/\">Peixe-le\u00e3o, predador venenoso e de origem asi\u00e1tica, invade litoral brasileiro<\/a><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter\"><a href=\"https:\/\/biologo.com.br\/bio\/apoie-o-biologo\/\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"174\" height=\"147\" data-attachment-id=\"11979\" data-permalink=\"https:\/\/biologo.com.br\/bio\/caracal-um-mestre-da-sobrevivencia\/apoiepeq\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/biologo.com.br\/bio\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/apoiepeq.jpg?fit=174%2C147&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"174,147\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"apoiepeq\" data-image-description=\"&lt;p&gt;Apoie o Bi\u00f3logo&lt;\/p&gt;\n\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/biologo.com.br\/bio\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/apoiepeq.jpg?fit=174%2C147&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/biologo.com.br\/bio\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/apoiepeq.jpg?resize=174%2C147&#038;ssl=1\" alt=\"Apoie o Bi\u00f3logo\" class=\"wp-image-11979\" title=\"Apoie o Bi\u00f3logo\"\/><\/a><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><span style=\"color: #003300;\"><a style=\"color: #003300;\" href=\"https:\/\/biologo.com.br\/bio\/apoie-o-biologo\/\"><strong>apoie o Bi\u00f3logo<\/strong><\/a><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Invas\u00e3o do peixe-le\u00e3o: peixe-le\u00e3o, predador venenoso e de origem asi\u00e1tica, invade litoral brasileiro. 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