Dia das Espécies Ameaçadas
Dia das Espécies Ameaçadas: celebrado anualmente na 3ª sexta de maio, este ano no dia 16, a data chama a atenção para a urgente necessidade de proteger animais e plantas em risco de extinção. Busca conscientizar sobre os impactos das ações humanas na biodiversidade.

Dia das Espécies Ameaçadas – 3ª sexta de maio
16/5/2025 :: por Josué Fontana
No calendário da consciência ambiental, a 3ª sexta de maio se impõe como um marco de reflexão, urgência e esperança: é o Dia Nacional da Fauna e Flora Ameaçadas de Extinção, ou simplesmente, o Dia das Espécies Ameaçadas. Nesta data, somos convidados a pausar, contemplar e agir diante da silenciosa desaparição de formas de vida que, por milênios, partilharam conosco o planeta. É uma convocação ética e estética à defesa da biodiversidade.

As espécies ameaçadas não são apenas números em listas vermelhas; são expressões vivas da evolução, da beleza e do equilíbrio ecológico. Cada ser ameaçado carrega em si uma história profunda, entrelaçada à dos ecossistemas e das culturas humanas que com ele coexistiram.

No Brasil e no mundo, as espécies ameaçadas pedem socorro
No Brasil, país de megadiversidade, o desafio é especialmente vasto. São centenas de espécies — do mico-leão-dourado à ararinha-azul, do peixe-boi à peroba-rosa — que enfrentam a ameaça da extinção. Causas como o desmatamento, a caça predatória, a poluição, as mudanças climáticas e a introdução de espécies exóticas transformaram habitats outrora exuberantes em paisagens de perda e silêncio.
Mas este dia não se presta apenas ao lamento. Ele é, sobretudo, um chamado à responsabilidade. A conservação não é tarefa isolada de cientistas ou ambientalistas — é uma missão coletiva. A proteção das espécies envolve políticas públicas eficazes, fiscalização ambiental, educação ecológica e escolhas conscientes em nosso cotidiano. Significa respeitar as florestas, os rios, os mares, e compreender que nossa existência depende de uma teia complexa e interdependente de vida.

Há também, neste dia, espaço para celebrar as vitórias. Espécies outrora ameaçadas têm sido recuperadas graças a esforços coordenados de preservação: o retorno da ararinha-azul ao sertão baiano, o sucesso de reprodução em cativeiro do lobo-guará, as reservas que abrigam antas, tamanduás e onças-pintadas — símbolos de resistência e esperança.
Podemos, e devemos, salvar as espécies em perigo
É importante lembrar que a extinção é definitiva. Uma vez extinta, uma espécie não retorna, e com ela desaparecem funções ecológicas, conhecimentos tradicionais e potenciais descobertas científicas. É, portanto, uma perda irreparável — e silenciosa, como costuma ser o fim da maioria das espécies.
Assim, o Dia das Espécies Ameaçadas é também um tributo à delicadeza da vida e ao poder do cuidado. É um lembrete de que proteger uma espécie é proteger uma parte de nós mesmos, de nossa história e de nosso futuro. Que cada gesto — plantar uma árvore nativa, apoiar projetos de conservação, denunciar crimes ambientais — seja uma forma de resistência amorosa.

Que este dia nos inspire a olhar para o mundo natural não como um recurso a ser explorado, mas como uma herança sagrada, a ser preservada com reverência, ciência e compaixão.
Em síntese, a preservação das espécies ameaçadas é essencial para manter o equilíbrio dos ecossistemas e a riqueza da biodiversidade brasileira. Cada animal perdido representa uma perda irreparável para a natureza e para as futuras gerações. A destruição de habitats, a caça ilegal e a poluição são causas que podem e devem ser combatidas com políticas públicas e conscientização. Proteger essas espécies é um dever coletivo. Ainda há tempo para reverter esse quadro com ações firmes e contínuas. Pois enquanto houver vida, ainda há tempo. E onde houver consciência, ainda há esperança.
Fontes e referências:
- Endangered Species Day – 2025: May 16t – Celebrate saving species (em inglês).










