Pinguins-de-Magalhães renovam penas às vésperas do Carnaval
Pinguins-de-Magalhães renovam penas: No Instituto Albatroz, na Região dos Lagos do Rio, os pinguins “Pirata”, “Cenourinha” e “Lilica” passam pelo processo de troca de plumagem, ganhando novas cores e formatos.

Pinguins-de-Magalhães renovam penas às vésperas do Carnaval
28/2/2025 :: Josué Fontana
Oespírito carnavalesco tomou conta do Centro de Reabilitação e Despetrolização (CRD) do Instituto Albatroz, em Araruama, Rio de Janeiro. Três pinguins-de-Magalhães (Spheniscus magellanicus) em reabilitação no local estão trocando suas penas, dando ao trio – que não é elétrico! – um visual renovado. Entre eles, “Lilica” adotou um estilo ‘moicano’, esbanjando charme com seu novo look.
Troca de plumagem de aves que estão em reabilitação no Instituto Albatroz
Segundo a médica veterinária e responsável técnica da instituição, Daphne Goldberg, a primeira troca de plumagem marca a passagem da juventude para a vida adulta.

“Esse processo permite que os pinguins se livrem das penas antigas para dar lugar às novas. Na primeira muda, a plumagem acinzentada dos juvenis é substituída por penas bem definidas em preto e branco, características dos adultos. Durante esse período, que dura de duas a três semanas, é comum que fiquem inchados, irritadiços e sem apetite”, explica Daphne.
Cores e formatos diferenciados às peninhas do trio
Mas a troca de penas não ocorre apenas nessa transição. “Ela acontece anualmente! Em seu habitat natural, as penas são essenciais para manter os pinguins aquecidos e secos nas águas geladas do oceano. Com o tempo, elas se desgastam e precisam ser renovadas. A muda garante que as novas penas cresçam mais fortes e saudáveis”, destaca a veterinária.
Projeto de Monitoramento de Praias

Projeto de Monitoramento de Praias
O Instituto Albatroz executa o Projeto de Monitoramento de Praias (PMP) da Petrobras em Cabo Frio, Búzios e parte de Arraial do Cabo, somando 25 praias espalhadas por 54 quilômetros de litoral. O monitoramento é feito diariamente a pé e com o uso de quadriciclos por técnicos e monitores, responsáveis por relatar e resgatar a fauna marinha que chega à região, fazendo o transporte até o Centro de Reabilitação.
A população também pode contribuir, acionando as equipes de monitoramento ao avistar um animal marinho vivo ou morto nas praias, através do telefone 0800 991 4800. Além do PMP, o Instituto Albatroz também realiza o Projeto Albatroz, que tem patrocínio da Petrobras por meio do Programa Petrobras Socioambiental e conta com um Centro de Visitação e Educação Ambiental Marinha em Cabo Frio.










