Jane Goodall

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Jane Morris Goodall: Jane Goodall foi uma famosa primatóloga, etóloga e antropóloga britânica. A pesquisadora é conhecida por descobertas revolucionárias sobre o comportamento de chimpanzés, mudando nossa ideia sobre os animais.

Jane Goodal

6/5/2021 ::  Por Josué Fontana – atualizado em 21/11/2025

Uma cientista que nunca desistiu de seus sonhos e, com muito empenho e determinação, passou por muitas dificuldades até se tornar a respeitada primatóloga que se tornou. Nesse sentido, Jane Goodall, tem como seu trabalho mais reconhecido o estudo das interações sociais de chimpanzés selvagens.

Goodall dizia que sua mãe a encorajou a seguir carreira em primatologia, campo dominado até então por homens

Em muitas décadas de carreira conseguiu feitos notáveis. Entre eles, foi a primeira a testemunhar comportamentos de primatas semelhantes ao de humanos, incluindo o conflito armado.

Biografia

Jane nasceu em 1934 em Londres, em uma família humilde. Quando criança, em vez de um ursinho de pelúcia, o pai deu a ela um chimpanzé de pelúcia chamado Jubileu. Goodall disse que seu amor por essa figura deu início a seu amor pelos animais, comentando: “As amigas de minha mãe ficaram horrorizadas com este brinquedo, pensando que me assustaria e me daria pesadelos”. Hoje, Jubileu ainda está com ela em Londres.

Goodall sempre foi fascinada por animais africanos, o que a motivou a ir para uma fazenda de um amigo no Quênia em 1957. Depois conseguiu o emprego de secretária, e atuando como conselheira de seu amigo, telefonou para Louis Leakey, paleontólogo e arqueólogo queniano, sem qualquer outra coisa pensada para discutir sobre animais.

Leakey, estava em busca de um pesquisador de chimpanzés mas não tinha se empenhado na busca por um. Ele gostou do interesse dela e propôs que trabalhasse para ele como secretária. Louis mandou Goodall para a Tanzânia, onde ele planejaria seus estudos.

Leakey enviou Goodall a Londres para estudar o comportamento e a anatomia dos primatas com John Napier. Leakey levantou fundos e, em 1960, Jane foi para o Parque Nacional Gombe Stream.

Estava nascendo o que seriam as Trimatas (The Trimates) – nome dado a formação de três mulheres – Jane Goodall, Dian Fossey, e Birutė Galdikas – escolhidas por Leakey para estudar hominídeos em seus ambientes naturais. Chimpanzés, gorilas e orangotangos, respectivamente. O trio de pesquisadoras foi exemplar. Goodall afirmou que as mulheres não eram aceitas no campo quando ela começou sua pesquisa.

Goodall libertando o chimpanzé Wounda

Jane Goodall

Leakey conseguiu financiamento e em 1962 enviou Goodall, que não tinha diploma, para a Universidade de Cambridge. Ela obteve um PhD em etologia e sua tese foi concluída em 1965 sob a supervisão de Robert Hinde sobre o comportamento dos chimpanzés de vida livre, detalhando seus primeiros cinco anos de estudo na Reserva de Gombe.

Estudando uma comunidade de chimpanzés na Tanzânia, escolheu em vez de numerar os chimpanzés, dar a eles nomes como ‘Fifi’ e observou que eles tinham personalidades únicas e individuais, ideia não convencional na época.

Goodall descobriu que “não são apenas os seres humanos que têm personalidade, que são capazes de pensamentos racionais e emoções como alegria e tristeza.” Ela também observou comportamentos como abraços, beijos, tapinhas nas costas e até cócegas, o que consideramos ações “humanas”. 

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Jane Goodall com o chimpanzé Freud de Gombe. © Michael Neugebauer.

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