Graziela Barroso
Graziela Barroso: Graziela Maciel Barroso foi uma importante botânica e naturalista brasileira, referência em sistemática vegetal.
Conhecida como a Primeira dama da Botânica no Brasil, foi a maior catalogadora de plantas do país.
Graziela Maciel Barroso
Cerca de 25 plantas foram batizadas em sua homenagem, como a espécie Dorstenia grazielae (caiapiá-da-graziela).
Publicou 3 livros, dos quais 1 é considerado como referência internacional na área. Viúva (1949), graduou-se em História Natural (1961) pela Universidade da Guanabara, hoje UERJ e terminou o Doutorado pela Unicamp (1973), defendendo a tese Compositae – Subtribo Baccharidinae Hoffmann – Estudo das espécies ocorrentes no Brasil.

Biografia: Graziela Barroso
Começou a trabalhar no Jardim Botânico em 1942 como estagiária. Fez o concurso de botânica para ser naturalista do JB em 1945 e passou. Nenhuma mulher havia feito esse concurso antes.
Em 1946 foi trabalhar com o marido em sistemática botânica no JB. Em 1949 o marido faleceu, mas Graziela continuou o trabalho dele.
Foi professora de Botânica e Chefe do Departamento de Biologia Vegetal da Universidade de Brasília, a UnB, desde sua criação (1969). Exerceu docência e orientação nos cursos de pós-graduação em Botânica da UFRJ, UFPR, Unicamp e UFPE, tendo orientado 60 dissertações de mestrado e 15 de doutorado.

Graziela escreveu mais de 65 artigos em periódicos especializados, predominantemente no campo de Sistemática Vegetal e quatro livros como autora principal.
Cidadã do Estado do Rio de Janeiro (1980) e aposentada (1982), continuou a exercer atividades de pesquisa, além de dar aulas e orientar alunos de pós-graduação.
Sistemática de Angiospermas do Brasil (1982) e Frutos e Sementes (1999) foram algumas de suas mais relevantes publicações.
Abaixo, uma entrevista com sr. Simon Mayo, do Royal Botanical Gardens, Kew, sobre a dra. Graziela Barroso.
Passou a integrar a Academia Brasileira de Ciências (2003), mas faleceu um mês antes de tomar posse.
Respeitada internacionalmente, esta proeminente cientista morreu no Rio de Janeiro, no dia 5 de maio, aos 91 anos deixando um enorme legado científico.