As sociedades das Formigas
As sociedades das Formigas: Elas estão presentes em quase todos os ecossistemas, exceto em regiões polares, em algumas ilhas oceânicas e em grandes altitudes. O ‘segredo’ do sucesso das formigas é simples, alta especialização, divisão de tarefas, e claro, muito trabalho.
As sociedades das Formigas
Elas possuem papel relevante em muitas comunidades, exibindo perfis detritívoros, granívoros e herbívoros, além de serem predadores de diversos artrópodes, muitos deles pragas agrícolas.
Contribuem para o reflorestamento e equilíbrio de ecossistemas por realizarem diversas atividades, dentre elas a dispersão e promoção da germinação de sementes, estimulação do crescimento vegetativo de algumas plantas por meio de podas constantes, aeração e aumento da fertilidade do solo pela incorporação de matéria orgânica.

As formigas apresentam, anatomicamente, três pares de pernas, um par de olhos compostos, um par de antenas e um par de mandíbulas, que compõe o aparelho bucal mastigador, essencial para seus hábitos de alimentação.
São insetos holometábolos, ou seja, apresentam metamorfose completa, apresentando os estágios de ovo, larva, pupa e adulto.
Integrantes do filo Arthropoda e da ordem Hymenoptera, mesma das vespas e abelhas, as formigas têm sucesso ecológico de milhões de anos, o que decorre do fato de terem sido o primeiro grupo predador social a explorar o solo e a vegetação. Esse comportamento social tem intuito de promover a ordem e o bom desempenho laboral do formigueiro.
Dessa forma, executam atividades estruturais e funcionais com alto padrão de sofisticação dentro da colônia por meio de ações coletivas e relações de cooperação.
Trabalho em equipe de formigas
Tais relações sociais são bem determinadas e podem ser observadas nas práticas primordiais dentro do formigueiro, como a alimentação, que ocorre por meio de formas mútuas de ajuda entre os indivíduos.

Ao sair para procurar alimentos, as primeiras formigas fazem uma busca de maneira aleatória até a fonte de comida, porém, para otimizar o trabalho das demais, liberam feromônios – substância biologicamente ativa – com o objetivo de demarcar as trilhas e direcionar os demais para o caminho certo.
Além disso, possuem um refinado padrão de divisão de tarefas: enquanto uma equipe busca alimentos, outra os recebem e um terceiro grupo repassa a comida para as larvas em desenvolvimento.
A colônia, dessa maneira, pode ser considerada como um superorganismo, onde os indivíduos ocupam os lugares de células, com grande variedade de mecanismos intraespecíficos de reconhecimento e comunicação química.

Assim, por meio da divisão de tarefas e da existência de castas morfológicas, comportamentais e fisiológicas, as formigas promovem diferenciação e combinação da divisão de trabalho, favorecendo o maior sucesso dos indivíduos componentes da vivência social.
O fator determinante para a larva fêmea se tornar rainha ou operária, provém da quantidade e qualidade do alimento disponibilizado nesta fase.
A sociedade das formigas e a divisão de tarefas
A sociedade formada nos formigueiros é divida em castas, que se referem ao papel desempenhado por cada perfil de formigas com objetivo de aperfeiçoar o trabalho do grupo. As castas são separadas por:
Rainha – Cada colônia pode ter uma única ou mais rainhas, sendo chamadas de monogínica ou poligínica. As rainhas são fêmeas reprodutivamente férteis, promovem a fundação da colônia e a postura de ovos, apresentando o abdômen bem desenvolvido.

Operárias: Fêmeas estéreis. Desempenham diversas funções dentro da colônia, como: escavação e limpeza do ninho, forrageamento, alimentação e limpeza das larvas e da rainha.
Soldados: Indivíduos maiores que as demais operárias, com mandíbulas mais desenvolvidas e cabeça grande, responsáveis pela defesa da colônia.
Machos: Indivíduos alados que surgem na colônia na época da reprodução, permanecem no ninho até o voo nupcial, quando procuram uma fêmea reprodutiva. Após isso, eles morrem, mesmo que não tenham copulado.