Dia do Engenheiro Florestal
Dia do Engenheiro Florestal: em 12 de julho, celebramos a dedicação de quem transforma ciência em cuidado, técnica em equilíbrio e planejamento em proteção ambiental. Não se trata apenas de plantar árvores, mas de compreender, com profundidade, os complexos sistemas que mantêm a vida em harmonia.

Dia do Engenheiro Florestal
12/7/2025 :: Por Josué Fontana
Os engenheiros florestais ou engenheiro silvicultor são técnicos superiores, com capacidade técnica para planejar e executar ações na defesa da floresta, contra incêndios e outros problemas ambientais.

Esse profissional, com sólida formação multidisciplinar, atua onde a natureza encontra a sociedade. Sua presença é decisiva na gestão sustentável de florestas, no combate ao desmatamento ilegal, na recuperação de áreas degradadas e na certificação de produtos florestais. Ao contrário do que muitos imaginam, o engenheiro florestal não trabalha isoladamente: ele coopera com biólogos, agrônomos, geógrafos e gestores públicos. Essa colaboração é essencial para a construção de estratégias que conciliem conservação ambiental e desenvolvimento econômico (Silva et al., 2020).
Também é o profissional que atua para maximizar à produção de produtos oriundos da floresta através do manejo de áreas florestais. A profissão vem ganhando importância com a preocupação crescente da sociedade com o desenvolvimento sustentável.

Conhecimento técnico-científico
Além disso, o Brasil, abrigando cerca de 60% da Floresta Amazônica e uma riqueza de biomas ameaçados, necessita urgentemente de uma atuação eficaz nesse campo. Segundo dados do MapBiomas (2023), o país perdeu mais de 80 milhões de hectares de vegetação nativa desde 1985. Esse cenário reforça o valor de políticas públicas baseadas em conhecimento técnico-científico e bem implementadas, nas quais os engenheiros florestais têm papel central.
Entretanto, apesar de sua importância, esses profissionais enfrentam inúmeros desafios. A precarização de políticas ambientais, os cortes em financiamento à pesquisa e o enfraquecimento de órgãos de fiscalização afetam diretamente a atuação no campo. Ainda assim, a perseverança se mantém. O engenheiro florestal insiste na racionalidade, mesmo em tempos de negacionismo, e encontra na ciência as ferramentas para proteger o que resta e restaurar o que foi perdido.

Engenheiros florestais baseiam-se na silvicultura, ciência focada no estudo de métodos (naturais ou artificiais) para regeneração e melhoramento dos povoamentos florestais para o mercado. Faz uso desses conhecimentos para o uso racional e sustentável das florestas.
12 de julho – origem
A escolha da data se deu para homenagear São João Gualberto, monge italiano morto em 12 de julho de 1073.
Gualberto dedicou sua vida ao cultivo de bosques e, por isso, e foi beatificado pelo Papa Pio XII, tendo hoje status de santo pela igreja católica.
João Gualberto foi para a floresta dos montes Apeninos tendo monges como seguidores. Lá implantou no Vale de Vallombrosa um centro de estudos respeitado em sua época, tanto que a Igreja enviava para lá padres e bispos para aprofundarem seus conhecimentos.

Todos oravam e trabalhavam a terra, replantando os bosques do Vale e plantando o alimento do mosteiro, por isso, os monges de San Giovanni Gualberto são considerados precursores da agricultura auto-sustentável.
Em síntese, a presença do engenheiro florestal em uma floresta tropical demonstra, acima de tudo, a importância da ciência aliada à preservação ambiental. Além disso, sua atuação desses profissionais representa o equilíbrio entre o progresso técnico e o respeito à biodiversidade. Ademais, intensifica a conexão entre conhecimento acadêmico e práticas sustentáveis.
Fontes e referências:
- «Atos Próprios de Engenharia Florestal». Ordem dos Engenheiros.
- Engenharia florestal – pt.wikipedia.org
- Rodrigues, R. R., Lima, R. A. F., Gandolfi, S., & Nave, A. G. (2011). On the restoration of high diversity forests: 30 years of experience in the Brazilian Atlantic Forest. Biological Conservation, 142(6), 1242–1251.
- Silva, R. C., Pereira, H. S., & Gama-Rodrigues, A. C. (2020). Formação e atuação do engenheiro florestal frente aos desafios contemporâneos. Revista Floresta, 50(2), 341–353.
- MapBiomas. (2023). Relatório anual de desmatamento no Brasil. https://mapbiomas.org/
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