Da fecundação ao nascimento
Da fecundação ao nascimento: Embriologia humana é a parte da embriologia que estuda o desenvolvimento humano durante a gestação. No documentário abaixo, confira o processo da fecundação ao nascimento.
Vídeo: Embriologia humana
Da fecundação ao nascimento
Após a fecundação, o ovócito II forma uma célula-ovo que se divide por mitoses sucessivas.

4º dia: após a fecundação, o embrião adquire uma forma esférica, formado por uma massa de células, assemelhando-se a uma amora, a este estágio chamamos estágio de mórula. O embrião mantém ainda o mesmo volume do ovo, apesar das contínuas divisões celulares.
As células começam a organizar-se e formam dois grupos celulares:
- Botão embrionário – um conjunto de células que originará o novo ser;
- Trofoblasto – uma camada superficial envolvente da cavidade (blastocélio).
A esta estrutura chama-se blastocisto; o blastocisto ainda é envolvido pela zona pelúcida.
6º dia: o blastocisto eclode para o exterior da zona pelúcida – fora do invólucro, as células do trofoblasto aderem à zona superficial do endométrio, iniciando-se a nidação.
4ª semana: o embrião já possui de 4 a 12 somitos. O tubo neural é aberto nos neuróporos caudal e rostral. Arcos faríngeos (Bronquiais), visíveis com 24 dias – 1° mandibular e maxilar; 2° hoíde (base da língua).
Ocorre o dobramento do coração na saliência ventral e já possui batimentos. 3 pares de arcos faríngeos, fechamento do neuróporo rostral, saliência encefálica curva, cauda pequena, broto do membro superior, fossetas óticas, placoides cristalinos, 4 pares de arcos faríngeos, broto do membro inferior, rudimentos de órgãos cardiovasculares. Neuróporo caudal se fecha.
Após o 1º mês de gestação
5ª semana: crescimento da cabeça (rápido crescimento do encéfalo e saliências faciais).Face em contacto com o coração. 2° arco hioide cresce sobre o 3 e o 4 (depressão seio cervical) pescoço. Brotos dos membros superiores em forma de remo, e inferiores em forma de barbatanas, Crista mesoméfricas.

6ª semana: cotovelos e placa das mãos com raios digitais, contrações musculares do tronco e membros, saliências auriculares (meato acústico externo), olhos e pescoço são evidentes, já responde ao toque.
7ª semana: chanfraduras entre os dedos, redução e comunicação intestino e saco vitelinico. Forma-se hérnia umbilical (intestino penetra na célula extra-embrionária).
8ª semana: cedos separam-se (ainda com membranas), pé em forma de leque com chanfraduras, cauda curta, mãos e pés aproximam-se do ventre, já possui caracteres humanos, cabeça é metade do embrião, pálpebras e pescoço.
Em síntese, o desenvolvimento humano desde a fecundação até o nascimento revela um dos processos mais complexos e extraordinários da biologia. A partir da união entre o espermatozoide e o ovócito forma-se o zigoto, que inicia sucessivas divisões celulares e passa por estágios como mórula e blastocisto, culminando na implantação no útero e na formação progressiva de tecidos, órgãos e sistemas do corpo humano.
Assim, ao longo das semanas de gestação, o embrião transforma-se gradualmente em um feto com características cada vez mais definidas, evidenciando a impressionante coordenação genética e fisiológica que orienta a formação de um novo organismo. Desse modo, o estudo da embriologia não apenas esclarece as etapas da vida antes do nascimento, mas também amplia a compreensão sobre saúde, reprodução e desenvolvimento humano, reforçando a importância da ciência na compreensão da própria origem da vida.
ntes e referências:
- Moore, K. L.; Persaud, T. V. N.; Torchia, M. G. The Developing Human: Clinically Oriented Embryology. Elsevier.
- Sadler, T. W. Langman’s Medical Embryology. Wolters Kluwer.

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